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Aqui no Montijo...

O melhor da vida é... fugir

Aqui no Montijo...

O melhor da vida é... fugir

23.Out.16

Sábado de manhã

Às nove horas já faz um calor incomodativo a caminho do mercado da “reforma agrária”, no Montijo. O cheiro da manhã flutua no ar com a agitação das pessoas e o aroma do café que invade os passeios do meu caminho. Chego ao mercado; a proximidade do Tejo não consegue iludir-me: esta  tarde fará um calor insuportável.

Compro o pão logo à entrada, à esquerda, e meia bôla como não consigo encontrar noutro lugar, só depois vou à fruta. Aproximo-me dos agricultores e aprecio alguns tabuleiros de figos, demasiado pequenos para a bancada de um hipermercado. Compro-lhes também minúsculos morangos, que não brilham ao sol mas prometem-me muito.

Toda a gente quer vender-me mais do que pretendo comprar. A vida não está fácil para ninguém e os pequenos agricultores são os que mais sabem quanto a natureza pode por vezes ser ingrata. Volto para casa e não resisto a provar de imediato os figos com um pedaço de pão… talvez seja a minha costela alentejana.

A natureza pode ser muito ingrata para com os agricultores, mas é-me difícil ter consciência disso quando provo o sabor intenso, único, dulcíssimo do primeiro figo maduro sobre um pedaço de pão.    

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